Inteligência artificial generativa em hospitaisfatores críticos e geração de valor
Motta, Raphael Mendes
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Resumo
A Inteligência Artificial Generativa (IAG) vem ganhando espaço na saúde digital, com potencial para transformar processos assistenciais e administrativos em hospitais. Este estudo investiga como hospitais brasileiros de porte especial e referência estão adotando a IAG em processos assistenciais e administrativos, analisando os fatores técnicos, organizacionais e contextuais que influenciam sua governança e geração de valor. Metodologia: Adotou-se uma abordagem qualitativa, fundamentada no método de estudo de casos múltiplos de natureza exploratória. A seleção intencional de quatro hospitais, entre os melhores do Brasil em 2025, foi orientada por critérios teóricos e analíticos, com o objetivo de viabilizar a comparação entre os casos e identificar convergências, divergências e padrões recorrentes relacionados à adoção da IAG. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com gestores das áreas de tecnologia e de negócios, complementada pela análise de documentos para triangulação de evidências. Resultados: A pesquisa evidenciou que a adoção da IAG se encontra em fase de transição e é mais condicionada pela maturidade da governança organizacional do que pela mera disponibilidade dos algoritmos. Os achados consolidaram uma estrutura de referência (framework) com nove Fatores Críticos de Sucesso (FCS), revelando a necessidade de infraestruturas de dados controladas, de governança formal baseada em métricas pré-estabelecidas entre as áreas de tecnologia e negócios, e da exigência do modelo de supervisão humana (human-in-the-loop) para mitigar resistências clínicas e garantir a segurança do paciente. Conclusão: O estudo contribui para o entendimento dos fatores críticos na adoção e na aplicação de tecnologia em saúde ao demonstrar que o sucesso da IAG em grandes hospitais brasileiros depende menos do modelo em si e mais da capacidade da instituição de transformar a tecnologia em um uso governado, confiável e gerador de valor. Constatou um descompasso entre a comunicação externa das instituições e a realidade interna de um uso muito menor de IAG. Na prática, fornece uma estrutura de referência original com diretrizes acionáveis para gestores hospitalares sobre estratégias de implementação, mitigação de vieses e priorização de projetos em um cenário de transformação digital.
Ficha do documento
- Tipo
- Dissertação
- Ano
- 2026
- Instituição
- Fundação Getulio Vargas
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/41546
- Palavras-chave
- Inteligência artificial generativaGestão hospitalarSaúde digitalAdoção de tecnologiaTecnologia de informaçãoGenerative artificial intelligenceHospital managementDigital healthTechnology adoptionInformation technologyAdministração de empresasInteligência artificialHospitais - AdministraçãoServiços de saúde - Inovações tecnológicasTecnologia da informaçãoODS 9: Indústria, inovação e infraestrutura
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