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Gatekeeping nos Marketplacesa prática do self-preferencing sob a ótica do CADE

Diniz, Sofia Ban

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Resumo

O presente trabalho analisa a prática de self-preferencing em marketplaces digitais sob a ótica do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Parte-se da constatação de que a expansão dos mercados digitais tensiona categorias tradicionais do Direito Concorrencial, especialmente diante de plataformas que atuam simultaneamente como intermediárias, reguladoras privadas do ambiente digital e concorrentes dos vendedores que dependem de sua infraestrutura. O objetivo da pesquisa é examinar como o CADE tem tratado condutas de autopreferência ou práticas funcionalmente semelhantes, identificando os critérios jurídicos e econômicos utilizados pela autoridade brasileira e comparando-os com experiências internacionais relevantes. A metodologia adotada é teórico-empírica e qualitativa, com base em pesquisa bibliográfica, documental e jurisprudencial, abrangendo a Lei nº 12.529/2011, decisões e documentos do CADE, experiências da União Europeia, dos Estados Unidos e da Austrália, bem como o Projeto de Lei nº 2.768/2022. O trabalho parte da hipótese de que a legislação concorrencial brasileira permite o enquadramento de práticas de self-preferencing por meio de categorias já conhecidas, como abuso de posição dominante, discriminação, recusa de acesso, alavancagem e fechamento de mercado, mas ainda requer parâmetros mais específicos para distinguir a autopromoção legítima de condutas com potencial anticompetitivo em marketplaces digitais.

Ficha do documento

Tipo
Outro
Ano
2026
Instituição
Fundação Getulio Vargas
Idioma
Português
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.fgv.br:10438/41245

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