The spread of fake newsa case study of the presidential elections of 2018 in Brazil
Hattori, Guilherme
O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.
Resumo
A crescente adoção das plataformas digitais tem impulsionado a ascensão das fake news, tornando, portanto, essencial que se entenda como a desinformação se espalha e quais os fatores que contribuem para que o fenômeno continue, dadas as implicações à democracia. Este estudo investiga a disseminação de fake News durante as eleições presidenciais de 2018 no Brazil e como distintas redes sociais e websites foram usados como fontes e plataformas de distribuição de desinformação. Para isso, um banco de dados de 346 fake news, coletadas em um estudo durante as eleições, serviu como ponto de partida. Inicialmente, por meio de uma busca reversa, os principais sites responsáveis por espalhar fake news foram mapeados. Essas fontes foram então analisadas em termos de tráfego gerado e viés político. Além da prevalência de fontes de direita, o estudo encontrou uma alta concentração de tráfego. Cinco websites foram responsáveis por quase 80% de todas as impressões (pageviews) dentre as 58 fontes de desinformação mapeadas. Posteriormente, para que se investigasse a circulação de desinformação nas redes Facebook, Twitter e WhatsApp, o banco de dados foi filtrado a 58 fake news únicas mais relevantes, que foram em sequência classificadas de acordo com viés político, engajamento (compartilhamentos), e segregadas em quatro narrativas. Primeiramente, foi constatado que todas as mídias sociais analisadas serviram como relevantes plataformas de distribuição de fake news, uma vez que 32 das 58 histórias circularam em todas elas. No entanto, o Facebook mostra-se mais relevante que o Twitter para este fim. Em seguida, constatou-se que as quatro narrativas que moldam as principais fake news estavam relacionadas à intensa polarização, ao declínio da confiança nas instituições públicas e nos veículos midiáticos mais tradicionais. Similarmente à primeira análise, o nota-se o característico viés político na disseminação de desinformação, uma vez que havia dez vezes mais fake news pro-Bolsonaro (ou anti-Haddad) do que o oposto. Por fim, os resultados também indicam que, enquanto o Facebook e o Twitter foram importante plataformas para a distribuição de fake news, o WhatsApp teve um impacto mais significativo em grupos fechados, uma vez que reforça os efeitos cognitivos e externalidades que corroboram para a suscetibilidade e ao compartilhamento de fake news nas redes sociais.
Ficha do documento
- Tipo
- Dissertação
- Ano
- 2021
- Instituição
- Fundação Getulio Vargas
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Inglês
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/30800
- Temas
- Dados
- Palavras-chave
- Fake newsDisinformationPresidential electionsSocial mediaSourcesDistribution platformsSpreadSusceptibilityPartisanshipDesinformaçãoEleições presidenciaisMídias sociaisFontesPlataformas de distribuiçãoDisseminaçãoSuscetibilidadePartidarismoAdministração de empresasPresidentes - Brasil - EleiçõesEleições - Brasil - 2018Redes sociais on-line
Conteúdos relacionados
- TeseFake news, desinformação e infodemia nas redes sociaisFundação Getulio Vargas · 2023
- DissertaçãoDesinformação e obstrução climática da indústria de óleo e gásFundação Getulio Vargas · 2025
- DissertaçãoHow do brands adapt content to trends on TikTokFundação Getulio Vargas · 2024
- TeseDigital platforms and organizationsFundação Getulio Vargas · 2023