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Dissertação

The embeddedness-competition paradoxhow coopetition transforms relational governance in IT multisourcing: a qualitative theory-elaboration study

Lopes, Vânia Pereira

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Resumo

A imersão relacional (relational embeddedness) é amplamente teorizada como um mecanismo de governança capaz de mitigar o oportunismo por meio da confiança, do monitoramento e da internalização de normas. Entretanto, em redes coopetitivas multipartes, nas quais as organizações simultaneamente colaboram e competem, os mesmos vínculos relacionais que facilitam a coordenação também podem criar oportunidades para exploração estratégica. As teorias existentes sobre oportunismo e governança relacional permanecem amplamente fundamentadas em relações diádicas e oferecem uma compreensão limitada sobre como a imersão relacional funciona em condições de coopetição entre múltiplas partes. Este estudo investiga como a governança relacional opera em arranjos de multisourcing de TI que envolvem múltiplos fornecedores responsáveis conjuntamente pela entrega de soluções integradas, ao mesmo tempo em que competem pela atribuição de mérito, pela expansão de escopo e por contratos futuros. Adotando uma abordagem qualitativa de elaboração teórica, foram realizadas entrevistas em profundidade com dez profissionais experientes de TI que atuam em ambientes de multisourcing. Os dados foram analisados utilizando a metodologia Gioia e um desenho de pesquisa abdutivo. Os resultados indicam que formas sutis de oportunismo (weak-form opportunism) — incluindo evasão de responsabilidade, transferência de culpa, representação inadequada de competências e retenção de informações — são intensificadas pela interação entre ambiguidade estrutural, monitoramento difuso e incentivos coopetitivos. O estudo também identifica duas vias complementares de mitigação relacional. A confiança aumenta a disposição para cooperar por meio da redução de riscos, da interpretação benevolente, da reciprocidade e de normas de transparência, enquanto a resolução conjunta de problemas desenvolve a capacidade de coordenação por meio de modelos mentais compartilhados, práticas rotinizadas, memória transativa e reconhecimento de competências. Entretanto, a eficácia desses mecanismos depende da intensidade da coopetição. Sob níveis elevados de sobreposição de portfólios e de atribuição de mérito de soma zero, a imersão relacional pode deixar de atuar como um recurso de governança e tornar-se uma fonte de vulnerabilidade estratégica. Esta pesquisa amplia a teoria do oportunismo para além de contextos diádicos, introduz o paradoxo imersão–competição (embeddedness–competition paradox) e identifica a intensidade da coopetição como uma condição de contorno crítica que influencia a eficácia da governança relacional em redes multipartes.

Ficha do documento

Tipo
Dissertação
Ano
2026
Instituição
Fundação Getulio Vargas
Idioma
Inglês
Acesso
Acesso restrito
Identificador
oai:repositorio.fgv.br:10438/41452

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