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Tese

Se quiser bem-feito, faça você mesmodos fatores de propensão ao desenvolvimento da capacidade da firma para integração vertical

Partyka, Raul Beal

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Resumo

A integração vertical é uma estratégia para empresas e suas cadeias de suprimentos a fim de melhorar seus níveis de confiabilidade. Em algumas situações, realizar uma operação internamente se torna necessário. Dentre os fatores de propensão para realização de integração vertical, é plausível estimar que alguns possuem maior importância que outros. Estes podem ser encontrados com diferentes níveis e impactam diferentemente a decisão de integração vertical. Ao olhar internamente, a firma pode escolher por desenvolver – no médio e longo prazo - internamente ou, devido a recursos finitos, adquirir e controlar essa capacidade. Dentre os recursos que a firma possui para realizar integração vertical alguns são mais relevantes do que outros. Tais recursos acabam por constituir uma capacidade organizacional para realizar integração vertical que tende a habilitar as empresas a buscar a integração vertical de operações, realizando atividades internamente. Mesmo que as empresas possam ter como intuito a aquisição da capacidade, ao invés de, primordialmente serem capaz de adquirir a operação, elas ainda são dotadas de capacidades. Portanto, esta tese testa os efeitos de três fatores de propensão, consistência, aquisição do controle e abrangência, para a integração vertical via fusões e aquisições (M&A) e verifica como os recursos da firma são utilizados para realizar integração vertical, se há diferentes perfis e como é a formação da capacidade de integração vertical. Esta tese adota a metodologia de método misto paralelo, com o uso de dados quantitativos e qualitativos. Na etapa quantitativa, três hipóteses foram testadas empiricamente, através de análise de regressão logística com estimador de razão de chances (odds ratio), para três fatores de propensão com 2.174 operações de M&A de empresas brasileiras entre os anos de 2017 e 2021. A etapa qualitativa utiliza o método de estudo de casos embedded múltiplos polares, de doze operações de M&A verticais, sendo cinco upstream e sete downstream, para verificar a utilização dos recursos, a existência de diferentes perfis e a formação da capacidade da firma. As hipóteses foram confirmadas e evidenciam que, a consistência, a aquisição do controle e as operações de abrangência doméstica, estão positivamente relacionadas e aumentam as chances de realização de M&A verticais. Ao apresentar as evidências dos recursos da firma, o estudo qualitativo identifica e mensura seis recursos relacionadas às M&A verticais. Como resultado, uma capacidade para integração vertical é mais dependente dos níveis existentes dentro de casa, no período pré-aquisição, do que dependente da apropriação da operação adquirida. O estudo traz à luz os diferentes perfis de recursosrelacionadas à integração vertical além da formação de uma capacidade para integração vertical. Quando considerada a polaridade entre casos, ou seja, uma aquisição do controle (comando) ou uma aquisição sem o controle, nos dois extremos confirmou-se a existência dos diferentes níveis e perfis de recursos. O estudo contribui para a discussão teórico-empírica acerca da integração vertical, dos recursos e da capacidade da firma. Sobretudo, explora fatores que até agora não foram relacionadas ao efeito da decisão de realizar integração vertical e traz uma nova e significativa abordagem para avaliar a propensão e os caminhos ao se adotar a estrutura vertical.

Ficha do documento

Tipo
Tese
Ano
2024
Instituição
Fundação Getulio Vargas
Idioma
Português
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.fgv.br:10438/34970

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