Prometeus e Atlantes na forja da Nação
Novais, Fernando Antônio; Arruda, José Jobson de Andrade
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Resumo
José da Silva Lisboa, Visconde de Cairu, é consensualmente apreciado como o primeiro economista brasileiro, no sentido de introdutor da economia política entre nós e, portanto, o pai fundador de nossa ciência econômica. Nada temos, evidentemente, contra tal consagração que, aliás, nos parece perfeitamente merecida; mas, gostaríamos de convidar o leitor para refletir brevemente sobre os pressupostos dessa caracterização. Ela implica, desde logo, considerar-se a famosa dismal science, uma ciência exata a exemplo da física ou da química, nascida em 1776 com a obra do grande Adam Smith. É esta visão que lastreia a imensa maioria das histórias das idéias, das doutrinas ou do pensamento econômico, que se iniciam com a Riqueza das Nações; ou, quando muito, dizem algumas platitudes a respeito dos pensadores “pré-adamitas”; os pensadores que versaram esses assuntos na Idade Moderna, desde o século XV, merecem, às vezes, um capítulo intitulado “erros dos mercantilistas”. Mas se, como historiadores, considerarmos a economia política uma ciência social, então a seqüência temporal das idéias econômicas começará a ser vista em correlação aos contextos históricos, dentro dos quais se formularam e sobre os quais incidiram.
Ficha do documento
- Tipo
- Artigo científico
- Ano
- 2016
- Instituição
- Universidade Estadual de Campinas
- Fonte
- Economia e Sociedade
- Idioma
- Português
- Acesso
- Não informado
- Identificador
- oai:ojs.periodicos.sbu.unicamp.br:article/8643066
- Temas
- Economia
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