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Dissertação

Long-term vs. short-term executive incentives and their impact on strategic orientation

Schlachter, Niklas Jakob

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Resumo

Esta dissertação examina como diferentes horizontes de incentivos na remuneração executiva moldam a orientação temporal gerencial, por meio da comparação dos modelos de remuneração da Procter & Gamble (P&G) e da Unilever no período de 2016 a 2024. Com base na teoria da agência, na teoria comportamental, na teoria da stewardship e na teoria da autodeterminação, o estudo investiga se os componentes de incentivos de longo prazo estão associados a horizontes estratégicos mais longos e se estruturas de incentivos de curto prazo se alinham a comportamentos corporativos orientados ao curto prazo, refletidos nos resultados das empresas. Utilizando uma abordagem qualitativa de estudo de caso, a análise avalia as estruturas de remuneração efetivamente realizadas dos CEOs e as relaciona a resultados estratégicos nas dimensões de inovação, durabilidade dos investimentos em capital e orientação aos stakeholders. Os resultados sugerem que o modelo predominantemente baseado em incentivos de longo prazo da P&G está associado à inovação exploratória, a horizontes de investimento mais profundos e a padrões de alocação de capital mais duráveis. Em contraste, a maior dependência de incentivos de curto prazo na Unilever está associada a uma maior sensibilidade às pressões de desempenho de curto prazo e a um foco mais imediato nos resultados. A análise por correspondência de padrões indica um elevado grau de consistência com as premissas derivadas teoricamente e mostra que a relação entre o horizonte dos incentivos e o comportamento estratégico é moderada pelas dimensões de desempenho incorporadas ao sistema de incentivos. Embora a Unilever aplique mais elementos de curto prazo, observa-se a presença de resultados de sustentabilidade orientados ao longo prazo, reforçados por metas ESG integradas ao seu sistema de incentivos de longo prazo. Isso indica que a orientação de longo prazo depende não apenas do horizonte dos incentivos, mas também do conteúdo estratégico dos KPIs de longo prazo. De modo geral, os achados sugerem que a estrutura de remuneração desempenha um papel importante na formação da orientação temporal dos CEOs. Incentivos de longo prazo promovem a exploração e decisões de investimento mais pacientes, enquanto incentivos de curto prazo reforçam a sensibilidade ao desempenho de curto prazo. Ao mesmo tempo, a composição dos KPIs de longo prazo, especialmente os critérios ESG, pode fortalecer compromissos de longo prazo com os stakeholders mesmo em esquemas de incentivos mistos.

Ficha do documento

Tipo
Dissertação
Ano
2025
Instituição
Fundação Getulio Vargas
Idioma
Inglês
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.fgv.br:10438/38113

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