Levantamento teórico sobre as causas dos insucessos das tentativas de reforma administrativa
Alverga, Carlos Frederico
O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.
Resumo
O presente artigo tem como objetivo identificar e analisar os principais motivos apontados na literatura pertinente como causadores dos sucessivos e reiterados fracassos das tentativas de reforma da administração pública brasileira. As referidas tentativas foram empreendidas em 1938, quando da criação do Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), durante a ditadura do Estado Novo; em 1963, quando Ernani do Amaral Peixoto foi designado ministro extraordiário para a Reforma Administrativa; em 1967, quando da edição do Decreto-Lei n° 200, de 25/2/1967 e, também, em 1986, 1990 e 1995, nos Governos Sarney, Collor e Cardoso, respectivamente. Todas elas visavam, basicamente, a implantar a meritocracia na administração pública brasileira. Segundo os autores consultados, essas tentativas foram malsucedidas devido aos seguintes fatores: a questão da dependência da trajetória, as características das organizações que dificultam a ocorrência de alterações institucionais, os elementos de natureza sociológica, o fato de a reforma administrativa ser bem público sujeito a problemas de ação coletiva e, finalmente, as peculiaridades do sistema político brasileiro.
Ficha do documento
- Tipo
- Artigo científico
- Ano
- 2014
- Instituição
- Escola Nacional de Administração Pública - Enap
- Idioma
- Português
- Acesso
- Não informado
- Identificador
- oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/270
Conteúdos relacionados
- DissertaçãoInstituições e desigualdades de gêneroFundação Getulio Vargas · 2026
- DissertaçãoA transformação do modelo de gestão do Theatro Municipal de São PauloFundação Getulio Vargas · 2026
- DissertaçãoJustiça climática nas políticas de data centerFundação Getulio Vargas · 2026
- DissertaçãoA Advocacia-Geral da União na litigância climática federalFundação Getulio Vargas · 2026