Essays on demographic and health economics
Szklo, Michel
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Resumo
Essa tese é composta por três artigos nas áreas de demografia econômica e economia da saúde. O primeiro capítulo analisa a evolução da desigualdade de expectativa de vida entre estados no Brasil. A partir do uso de métodos demográficos, estimo os principais responsáveis pela diminuição da convergência em expectativa de vida no país. A análise sugere que a mortalidade de jovens adultos, adultos de meia idade e mortalidade por causas externas são os principais candidatos para explicar esse fenômeno, com a mortalidade de idosos ganhando maior importância nos últimos anos. O segundo capítulo, um trabalho conjunto com Damian Clarke e Rudi Rocha, investiga a relação causal entre gastos em saúde e mortalidade infantil. A partir da variação em gastos públicos em saúde induzida pela aprovação da Emenda Constitucional No 29 do ano 2000 documentamos os efeitos de gastos em saúde sobre mortalidade infantil e os mecanismos pelos quais esse efeito se dá. Nossos resultados sugerem que aumentos de gastos em saúde levaram a uma maior cobertura de atenção básica, oferta de hospitais municipais e de profissionais de saúde de qualificação relativamente mais baixa. Associadas a esses efeitos, documentamos reduções moderadas na taxa de mortalidade infantil até 24 horas e na taxa de mortalidade infantil perinatal. Também encontramos reduções no longo prazo na taxa total de mortalidade infantil, taxa de mortalidade infantil sensível à atenção primária e por causas infecciosas e respiratórias. Nossos resultados contribuem com a literatura sobre os impactos de gastos em saúde fornecendo um dos primeiros parâmetros causais identificados sobre a relação entre gastos em saúde e resultados de saúde. Por fim, o terceiro capítulo apresenta um artigo que combina as áreas de economia da saúde e economia política. Neste artigo, analiso a relação entre limites de mandatos e ciclos políticos oportunísticos, e os retornos eleitorais de gastos em saúde pública. A partir da mesma variação de gastos estudada no segundo capítulo, descrevo as diferentes alocações de recursos praticadas por municípios com prefeitos/as em primeiro e segundo mandato. Além disso, documento os retornos eleitorais resultantes do aumento de gastos em saúde. Os resultados sugerem que os limites de mandato incentivam comportamento oportunístico e que os eleitores recompensam aumentos em gastos em saúde. As evidências sugerem que este efeito é mediado por um aumento da cobertura em atenção primária e aumento na oferta de hospitais.
Ficha do documento
- Tipo
- Tese
- Ano
- 2022
- Instituição
- Fundação Getulio Vargas
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Inglês
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/32828
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