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Estudo

Alfabetização por sexo e raça no Brasilum modelo linear generalizado para explicar a evolução no período 1940-2000

Beltrão, Kaizô Iwakami

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Resumo

As barreiras cognitivas impedem o avanço dos grupos sociais menos afluentes. Depois da linguagem falada, é a linguagem escrita a fronteira mais básica a ser transposta para exercer uma real cidadania. Este trabalho apresenta e analisa as taxas de alfabetização da população brasileira tal como mensurada nos censos entre 1940 e 2000. Sempre que possível, desagrega essa informação por cor ou raça (o quesito de cor ou raça só não foi levantado no Censo de 1970). O quadro é de uma discrepância que diminui no tempo, e de alguma forma muito mais rapidamente para as mulheres. Quando se considera o agregado da população, a taxa de alfabetização feminina superou a masculina já no Censo de 1991. Existe uma clara hierarquização nos níveis de alfabetização das diferentes categorias de raças ou cores consideradas nos censos brasileiros: amarela, branca, parda, preta e indígena. Um modelo linear generalizado com função de ligação logito e distribuição binomial é ajustado, confirmando os comentários já realizados e quantificando a intensidade das diferenças. Nos Anexos encontram-se disponíveis, respectivamente, as taxas brutas para a população de 10 anos e mais os parâmetros estimados para o modelo completo com interações.

Ficha do documento

Tipo
Estudo
Ano
2003
Instituição
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Idioma
Português
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/2691
Licença
Licença Comum
Abrangência
Brasil; 1940-2000

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