Viver e morrer pelo trabalhouma análise da banalidade do mal nos crimes corporativos
Silveira, Rafael Alcadipani da; Medeiros, Cíntia Rodrigues de Oliveira
O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.
Resumo
Neste artigo, nós exploramos o conceito e os antecedentes de crime corporativo para discutir aqueles relacionados à morte de trabalhadores. Nosso objetivo é abrir um diálogo com sociólogos organizacionais que tratam do lado sombrio das organizações, bem como do conceito e das origens de crimes corporativos. Tomamos como referência o pensamento de Hannah Arendt sobre a banalidade do mal para conduzirmos o diálogo proposto: as ações organizacionais que acarretam a morte de trabalhadores e caracterizadas como crimes corporativos não constituem aquilo que Hannah Arendt chamou de ausência de pensamento ou de banalização do mal? Neste trabalho, de natureza ensaística, utilizamos a pesquisa documental em arquivos jornalísticos sobre duas situações reais de mortes no trabalho, incluindo tanto aquelas provocadas por acidente de trabalho, como, também, os suicídios, a título de ilustração da banalidade do mal. Dessa forma, ao final, apresentamos duas situações reais para ilustrar a banalidade do mal no agir das pessoas na corporação, cujos resultados fatais caracterizam-se como crimes corporativos.
Ficha do documento
- Tipo
- Artigo científico
- Ano
- 2014
- Instituição
- Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/20939
Conteúdos relacionados
- TeseInimigos públicosFundação Getulio Vargas · 2013
- TeseNecromineração e violência corporativa no BrasilFundação Getulio Vargas · 2024
- Artigo científicoStrategy as truthUniversidade Federal de São Carlos · 2013
- DissertaçãoSegurança no trabalho de pilotos da aviação civilFundação Getulio Vargas · 2023