Logo
Estudo

Um estudo sobre o endividamento público no Brasil e implicações

Mendonça, Mario Jorge Cardoso de; Moreira, Tito Belchior da Silva; Medrano, Luis Alberto Toscano; Cunha, George Henrique de Moura

O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.

Resumo

Este estudo tem como objetivo revisitar o problema da sustentabilidade do endividamento público no Brasil, investigando a evolução da dívida bruta do setor público (DBSP), a relação entre os seus passivos e haveres, a implicação futura da dívida bruta sobre a dívida líquida, além de fazer previsão sobre a dívida bruta do governo geral (DBGG) para os próximos dois anos. Mostramos que o exame pontual do conceito de dívida líquida (dívida bruta menos ativos do setor público) pode encobrir questões importantes acerca do endividamento. Coube indagar se é possível ter alguma ideia acerca do comportamento futuro da dívida líquida com base na performance presente da dívida bruta. Nesse contexto, realizamos um teste de causalidade de Granger entre a dívida líquida do governo geral (DLGG) e a DBGG. Os resultados empíricos mostram que a DBGG causa no sentido de Granger a DLGG. Com base no modelo fatorial dinâmico (MFD) foi feita previsão da razão DBSP/produto interno bruto (PIB) e seus componentes para o horizonte de 24 meses. Os resultados mostram que a previsão é de subida forte para a dívida externa e das operações compromissadas. Em agosto de 2016, a previsão é que elas alcancem os valores, respectivamente, de 10% e 17% do PIB. Os resultados empíricos também mostram a previsão da dívida líquida do setor público (DLSP). Vimos que essa variável chega a 44% do PIB em agosto de 2016. Observa-se ainda a previsão para o PIB acumulado que apresenta queda forte na atividade econômica. Entre setembro de 2015 a agosto de 2016, a previsão é de retração de 3,5%. Por fim, testamos qual o efeito do endividamento sobre o crescimento da economia. Os resultados empíricos mostram que as variações da DBGG e da DLGG como proporção do PIB têm efeito negativo sobre a taxa de crescimento do PIB no período analisado e que, a partir da crise do subprime em 2009, esse efeito negativo se intensificou.

Ficha do documento

Tipo
Estudo
Ano
2016
Instituição
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Idioma
Português
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/6656
Licença
Licença Comum
Abrangência
Brasil

Conteúdos relacionados

Voltar à Biblioteca
Logo