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Dissertação

Transparência e açãoos efeitos da (in)consistência da comunicação de riscos de medicamentos nas atitudes e comportamentos de proteção de profissionais da saúde

Leitão, Leonardo Oliveira

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Resumo

Objetivo – O estudo tem a finalidade de avaliar a consistência da comunicação de risco na percepção da credibilidade da Anvisa e na autoeficácia de profissionais de saúde da Rede Sentinela para se comportarem de maneira protetiva. Metodologia – Foi desenvolvido um experimento 2x2, no qual foram manipuladas a transparência da mensagem e o quanto ela era acionável, da comunicação de riscos de um medicamento fictício. O experimento foi realizado com profissionais de saúde de instituições credenciadas à Rede Sentinela. Os participantes foram randomicamente submetidos a um desses cenários, dos quais houve um total de 163 respondentes. Após a leitura dos cenários, os respondentes avaliavam a credibilidade da Anvisa, a autoeficácia com relação às questões sanitárias e sua intenção de se propor a um comportamento protetivo. Resultados – Os resultados mostram que mensagens consistentes na comunicação de riscos de medicamentos aumentam a credibilidade da fonte da informação (Anvisa) e a autoeficácia de profissionais de saúde para se comportarem de forma protetiva. Da mesma forma, mensagens inconsistentes diminuem a autoeficácia os atributos de transparência e de recomendações acionáveis na comunicação de riscos, em associação, tem relevância para um comportamento protetivo, via autoeficácia e via credibilidade. Ao mesmo tempo, a análise individual da transparência não conduz a um comportamento protetivo positivo. Por outro lado, quando mensagens consistentes positivas vem de fontes críveis há relação com autoeficácia e, consequentemente, com uma mudança de comportamento. A credibilidade e a autoeficácia atuam como mecanismos que facilitam o engajamento ao comportamento protetivo coletivo. Limitações – Trata-se de um experimento, cuja validade externa pode ser considerada baixa, haja vista a quantidade de respondentes ter sido baixa. Além disso, o estudo considerou um medicamento fictício e, portanto, há a possibilidade de que isso influencie o quanto as pessoas se sentem inseridas no cenário. Contribuições práticas – A partir dos resultados, pode se propor melhorias na comunicação de riscos, de forma a obter maior comportamento protetivo por parte de profissionais de saúde e se criar estratégias de gestão da informação que busquem maior percepção do risco e autoeficácia. As pessoas que cuidam da comunicação Anvisa têm que ter em mente a capacidade de desenvolver mensagens com mais consistência, passando coerência na mensagem, pois, caso contrário caem em descrédito e não geram a autoeficácia necessária para uma mudança de comportamento protetivo coletivo. O estudo também contribui para o aumento da credibilidade da Anvisa, na comunicação de risco de medicamentos. Contribuições Sociais – A comunicação de riscos sanitários feita de maneira consistente, de forma a manter uma coerência, aumenta a credibilidade que os profissionais de saúde tem sobre a Anvisa e permite promover uma mudança nos comportamentos protetivos coletivos pretendidos pela vigilância sanitária, contribuindo para o maior alcance da segurança do paciente. Originalidade – Mostra-se, por meio de método que infere causa e efeito, que mensagens passadas de forma consistente gera comportamento protetivo, no âmbito da administração pública. A maioria dos trabalhos avaliam um aspecto da comunicação de forma isolada, ao contrário do que se propõe nesse trabalho.

Ficha do documento

Tipo
Dissertação
Ano
2020
Instituição
Fundação Getulio Vargas
Idioma
Português
Acesso
Não informado
Identificador
oai:repositorio.fgv.br:10438/29822

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