Spreads soberanosliquidez, endividamento ou governança?
Rocha, Katia Maria Carlos; Siqueira, Roberto; Pinheiro, Felipe; Carvalho, Leonardo Mello de
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Resumo
O presente trabalho analisa os determinantes dos spreads de 24 países emergentes no período 1998-2005, estimando através de um modelo de painel quais países são mais
 vulneráveis a um choque externo de liquidez e risco. Além das variáveis usuais de choques, representadas pelas taxas de juros americanas e índice VIX, fundamentos macroeconômicos como a dívida total do governo como proporção do PIB e índices de governança como a qualidade da regulação explicaram significativamente e com sinal esperado tanto o nível quanto a vulnerabilidade dos spreads soberanos, resultado não trivial se atentarmos ao fato da baixa freqüência dessas variáveis (anual e bianual) perante a freqüência diária dos spreads e dos regressores relativos aos choques externos. Conclui-se que o cenário externo favorável gerado pelo baixo risco internacional é a variável determinante na compressão extraordinária das taxas de juros pagas pelos mercados emergentes no período 2003-2005. No período 1998-2002, os indicadores de endividamento explicaram quase a mesma proporção da variação observada nos spreads soberanos.
Ficha do documento
- Tipo
- Estudo
- Ano
- 2006
- Instituição
- Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
- Fonte
- Repositório do Ipea
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/1684
- Licença
- Licença Comum
- Abrangência
- Países emergentes; 1998-2005
- Temas
- DadosGovernança
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