Spreads bancários e informalidadeefeitos redistributivos e de bem-estar em um modelo de agentes heterogêneos com escolha ocupacional
Merlin, Giovanni Tondin
O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.
Resumo
Este trabalho busca identificar os efeitos de mudanças nos spreads bancários sobre as distribuições de renda, riqueza e consumo, bem como o bem-estar da economia. Para tal, é desenvolvido um modelo de agentes heterogêneos com mercados incompletos e escolha ocupacional, no qual a informalidade de firmas e trabalhadores é um canal de transmissão relevante. O principal resultado encontrado é que reduções no spread para pessoa jurídica aumenta a proporção de empreendedores e trabalhadores formais na economia, de forma que o tamanho do setor informal diminui. Os efeitos sobre a desigualdade, no entanto, são ambíguos, e dependerão da dinâmica salarial e das transferências do governo. Reduções no spread para pessoa física levam a uma redução nos indicadores de desigualdade, em detrimento do consumo e bem-estar agregados. Calibrando o modelo para o Brasil para 2003-2012, é possível encontrar resultados em linha com a recente queda na informalidade e no diferencial salarial entre trabalhadores formais e informais.
Ficha do documento
- Tipo
- Dissertação
- Ano
- 2014
- Instituição
- Fundação Getulio Vargas
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Português
- Acesso
- Não informado
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/11524
Conteúdos relacionados
- EstudoFinancial frictions, informality and income inequalityFundação Getulio Vargas · 2014
- DissertaçãoMercado de trabalho informal e criminalidade nos municípios paulistasFundação Getulio Vargas · 2026
- DissertaçãoFollowing the beaconFundação Getulio Vargas · 2026
- DissertaçãoMonetary policy and informalityFundação Getulio Vargas · 2025