Raça e terraimplicações do racismo fundiário na segregação urbana em Fortaleza-CE
Ribeiro, Maria Cristiellen Rodrigues; Costa Lima, Mariana Quezado
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Resumo
Entre as variadas facetas das disparidades raciais no Brasil, merecem destaque aquelas que há muito tempo marcam a forma como a população negra é distribuída e inserida nos espaços urbanos, cuja origem vem de um longo processo histórico de segregação racial que remonta ao período da escravidão. A precariedade existente nos territórios de favela comparado a localidades nobres da cidade revelam a disparidade não apenas de classe, mas também de cor. Entendendo racismo fundiário como uma rede articulada de ações, promovidas por instituições formadas por brancos, que dificultam o acesso à terra pela população negra e indígena, esta pesquisa visa investigar suas consequências na distribuição de terras e na segregação urbana de Fortaleza-Ceará. Esse fenômeno, mais frequentemente relatado em outras cidades, encontra similaridades e particularidades na história do Ceará e de Fortaleza. Os resultados revelam as repercussões territoriais de séculos de racismo fundiário na cidade, demonstrando a concentração da população autodeclarada negra e indígena nos bairros periféricos e de menor renda, especialmente em assentamentos informais precários.
Ficha do documento
- Tipo
- Artigo científico
- Ano
- 2024
- Instituição
- Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR
- Idioma
- Português
- Acesso
- Não informado
- Identificador
- oai:ojs.periodicos.pucpr.br:article/31633
- Licença
- http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
- Temas
- Planejamento Urbano
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