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Estudo

Quão distante é longe? A importância da distância geográfica para fluxos de conhecimento

Sakowski, Patrícia Alessandra Morita

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Resumo

Este estudo analisa a importância da distância geográfica para que fluxos de conhecimento ocorram entre países, e como esta importância vem mudando ao longo do tempo. Os principais canais de fluxos de conhecimento são discutidos e uma análise econométrica é conduzida com foco nos fluxos de conhecimento gerados pelas atividades de copatenteamento por dois ou mais países. Utiliza-se um modelo gravitacional com dados de contagem longitudinais de 1977 a 2000 referentes a 97 países. Os resultados mostram que a importância da distância geográfica para a coinvenção de patentes vem diminuindo com o tempo, mas que isto, tem acontecido apenas na Europa e nos Estados Unidos e em países de alta renda. Estes achados sugerem que, apesar de os avanços em tecnologias de comunicação e a redução dos custos de transporte poderem favorecer fluxos de conhecimento para países em desenvolvimento e, assim, a convergência de renda, eles parecem, ao contrário, estar ajudando regiões desenvolvidas a se tornarem mais integradas, deixando as periféricas relativamente mais para trás.

Ficha do documento

Tipo
Estudo
Ano
2014
Instituição
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Idioma
Português
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/3544
Licença
Licença Comum
Abrangência
Europa; Estados Unidos; Países de alta renda; 1977-2000

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