Propriedade pública e função sociala destinação das terras da União na Operação Urbana Porto Maravilha
Santos Junior, Orlando Alves dos; Werneck, Mariana; Borba, Tuanni Rachel; Carvalho, Ana Paula Soares
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Resumo
O argumento central do artigo é que a definição da função social da propriedade é inerentemente contraditória e conflitiva, podendo servir tanto aos agentes do mercado imobiliário quanto às classes populares. O Estado busca gerir este conflito por meio de mecanismos seletivos que definem, em cada situação, qual o seu conteúdo e desfecho. Para esta reflexão, toma-se como objeto a destinação dos terrenos públicos da União na Operação Urbana Consorciada (OUC) Porto Maravilha. Neste caso, busca-se mostrar que esse conflito foi resolvido em prol do mercado imobiliário, implicando a suspensão temporária da lógica arrecadatória, que marca a atuação da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), para viabilizar o modelo financeiro da operação urbana, expressando-se na privatização de terras públicas na área portuária. Nesse contexto, a prevalência da lógica destinatória não foi capaz de viabilizar projetos destinados para Habitação de Interesse Social, que não saíram do papel. Não obstante, a privatização dos terrenos públicos ainda não se mostrou capaz de alavancar o interesse do mercado imobiliário na região, permanecendo incerto o futuro do Projeto Porto Maravilha.
Ficha do documento
- Tipo
- Artigo científico
- Ano
- 2020
- Instituição
- Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR
- Idioma
- Português
- Acesso
- Não informado
- Identificador
- oai:ojs.periodicos.pucpr.br:article/27178
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