Memórias de Axéo Ilê Axé Opô Afonjá
Passos, Ana Paula Blower
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Resumo
Em 1886, a baiana Eugênia Anna Santos, Mãe Aninha, fundou o terreiro de candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, na Pedra do Sal, no Rio de Janeiro, próximo ao Cais do Valongo. Após mudanças de endereço, o centro religioso se estabeleceu, na década de 1940, em Coelho da Rocha, na Baixada Fluminense. Em 2016, tornou-se o primeiro terreiro do estado a ser tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro. Desde sua fundação até o momento, quatro ialorixás assumiram o axé, mantendo as tradições e formando filhos de santo - alguns dos quais, depois, abriram suas próprias casas. O senso de responsabilidade inerente aos sacerdotes e adeptos das religiões de matriz africana e o espírito de comunidade mantiveram a casa ao longo desses 136 anos. Diante da relevância histórica e patrimonial do Ilê Axé Opô Afonjá do Rio de Janeiro, o presente trabalho propõe uma pesquisa com base na história oral para desenvolver um podcast biográfico do lugar. Com isso, objetiva-se reunir em uma só plataforma os relatos, hoje dispersos, sobre o terreiro e difundir sua trajetória, colaborando para uma base de dados sobre as religiões afro-brasileiras após a diáspora africana. Com o podcast, almeja-se ainda construir uma narrativa que valorize e aponte esse lugar como espaço de resistência e manutenção das tradições africanas.
Ficha do documento
- Tipo
- Dissertação
- Ano
- 2022
- Instituição
- Fundação Getulio Vargas
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/32394
- Temas
- Dados
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