Internationalization of business schools and their strategic response to institutional complexity
Teixeira, Gislaine Cristina dos Santos
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Resumo
Nestas últimas décadas, há uma expectativa de que cada vez mais as Escolas de Negócio (EN) se tornem internacionais. A internacionalização na indústria da educação superior, é um dos esforços acadêmicos e administrativos mais desafiadores e demorados, além disso não ocorre sem tensão. O engajamento internacional não é facilmente alcançado, uma vez que a produção ou a entrega do conhecimento é afetada pela cultura, regulamentos e mercados locais, ou outros fatores idiossincráticos que tornam as percepções locais essenciais. Frequentemente, demandas ambíguas - as múltiplas lógicas institucionais nos níveis interno, local e global - desencadeiam situações de complexidade institucional. Apesar da internacionalização ser um desafio prático, os estudiosos não têm dado atenção suficiente a como as instituições de ensino superior (IES) respondem estrategicamente à dinâmicas da indústria e à complexidade institucional em face das diferenças fundamentais em termos de expectativas, regulamentos, crenças e valores dos stakeholders que tornam o comportamento imitativo impossível ou indesejável. Estudos anteriores sobre a internacionalização de IES sofrem de uma limitação significativa: eles implicitamente assumem que as pressões normativas e cognitivas transfronteiriças levarão a um comportamento isomórfico, desconsiderando que as organizações têm agência e, que diferentes escolas devem responder de maneiras diferentes. Eu contesto a suposição simplificada de que as EN são homogêneas em suas estratégias, identidades, modelos e atividades em resposta a pressões homogeneizadoras, como credenciamento, rankings e, em meu caso, internacionalização. Em vez disso, sustento que as EN estão inseridas simultaneamente local e globalmente em contextos sociais, econômicos, políticos e profissionais, que abrem oportunidade para escolhas estratégicas e diferenciação em modelos de negócios. Investigo como as respostas estratégicas à complexidade institucional afetam a internacionalização das EN. Em primeiro lugar, examino como elas enquadram sua experiência com a complexidade institucional no que diz respeito à priorização e reconciliação de lógicas quando confrontadas com a pressão da internacionalização e, em seguida, quais respostas estratégicas elas promulgaram diante da complexidade institucional, ou seja, quais combinações de características organizacionais, escolhas e experiências, estão associadas com seus modelos de internacionalização. Para desenvolver meus argumentos teóricos, não examinamo a similaridade das práticas isoladamente; em vez disso, uso Fuzzy set Análise Comparativa Qualitativa (fsQCA) para descobrir conjuntos de condições que levam as EN a se engajarem em um modelo de internacionalização específico com relação à integração de iniciativas de ensino, pesquisa e serviço. Desenvolvi uma estrutura teórica configuracional sustentada por várias combinações de condições que funcionam em interação: experiência com complexidade institucional, ambiente endógeno, amplo engajamento, imagem forte, orientação internacional, recursos financeiros e estrutura formal de apoio à internacionalização. Coletei dados em 31 EN localizadas no Brasil (10) e nos EUA (21). Encontrei evidências para apoiar meu argumento teórico de que a complexidade institucional, exacerbada pelas pressões de internacionalização, quando enquadrada de forma neutra ou positiva, ajuda a integrar as iniciativas internacionais. As escolas sustentam um modelo de internacionalização infundido ou predominantemente infundido por meio de respostas de defesa, integração, isolamento e reinterpretação. No entanto, quando enquadrada de forma negativa, a complexidade institucional pode dificultar a integração de iniciativas internacionais. As escolas sustentam um modelo de internacionalização difuso ou predominantemente difuso por meio de respostas de compromisso, acoplamento seletivo e evitação. Essas descobertas avançam para uma perspectiva de gestão estratégica que incorpora mais nuances, posto que detalhei a dimensão discricionária como uma fonte de heterogeneidade dentro da indústria com base em minha teoria de como as características organizacionais, escolhas e experiência com a complexidade institucional levaram a uma abordagem de internacionalização abrangente, destacando a importância da resposta estratégica como o mecanismo subjacente.
Ficha do documento
- Tipo
- Tese
- Ano
- 2021
- Instituição
- Fundação Getulio Vargas
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Inglês
- Acesso
- Não informado
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/31071
- Palavras-chave
- Institutional ComplexityStrategic ResponsesInternationalization of Higher Education Institutions (HEIs)Business Schools (B-Schools)Fuzzy set Qualitative Comparative Analysis (fsQCA)Administração de empresasTeoria da organizaçãoPlanejamento estratégicoGlobalizaçãoEscolas de administração de empresas
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