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Dissertação

Estrutura organizacional versus desempenho profissional. Estudo de caso de uma autarquia federal

Sá, Jairo Corrêa de

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Resumo

No Brasil, nas décadas de 80 e 90, com o agravamento da crise do Estado, identificada preponderantemente por uma crise fiscal crescente, pela exaustão da capacidade de intervenção protecionista na economia do país e pela ineficiência declarada da administração pública excessivamente burocrática e distante do cliente-cidadão, o governo federal estabelece uma política de administração pública que chamaria de ¿gerencial¿, baseada em conceitos atuais de administração e eficiência, voltada para o controle dos resultados e suficientemente descentralizada para poder chegar ao cidadão. A reforma do Estado na esfera do governo federal implicou o desenvolvimento de novas formas alternativas de gerência organizacional. Entretanto, a proposta atual de reforma do aparelho do Estado Brasileiro ao distinguir seus objetivos globais e específicos de transformação e reorganização apresentou como diagnóstico da área de recursos humanos, entre outros, o encarecimento progressivo do custeio da máquina administrativa conjugado com um enorme aumento da ineficiência dos serviços públicos; capacitação incipiente no tocante à melhoria da gerência e do atendimento ao cidadão e, a dificuldade de adoção de mecanismos de gestão de recursos humanos que sejam baseados em princípios de valorização pelo efetivo desempenho profissional e também eficazes na busca de melhoria dos resultados das organizações e da qualidade dos serviços prestados. Chegamos à conclusão que a quase totalidade das ações em termos de aplicação das teorias da administração no setor público, por parte do governo federal, resume-se em cortar pessoas e serviços e fazer downsizing, ambas já fracassadas no setor privado. A nossa proposta é de que é possível um salto de qualidade, à luz das novas condições materiais e sociais vigentes, com a introdução destas novas técnicas de gestão pública, sem que seja desconsiderado o paulatino desenvolvimento da cidadania e da democratização de nosso país. A reforma do Estado deve ser e precisa ser um instrumento de ascensão social. Não podemos aceitar apenas a premissa de ser moderno somente no plano econômico.

Ficha do documento

Tipo
Dissertação
Ano
2001
Instituição
Fundação Getulio Vargas
Idioma
Português
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.fgv.br:10438/3952

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