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Estudo

Estado-Nação e construção do futuro

Costa-Filho, Alfredo

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Resumo

A partir dos anos 1930, a natureza do planejamento nacional no Brasil exibe duas constantes: ser de natureza “governamental” e, com poucas exceções, ser “reativa”. Este artigo explora um enfoque que contrasta com essa tradição. Advoga que sobram razões para que hoje se busque pôr em marcha uma racionalização das políticas públicas elevada ao Estado-Nação e que ela se estenda em uma perspectiva de longo prazo. Apontada, voluntariamente, à construção de um futuro desejável. Na parte inicial, toca-se a evolução do planejamento governamental, cujos detalhes são objeto de outros textos, já em publicação. Destaca-se seu caráter “reativo”, especialmente até o começo dos anos 1960. Recapitulam-se certos atributos-chave do padrão atual de desenvolvimento e alguns de seus impactos nas três instâncias da vida coletiva: econômica, social e política. Argumenta-se que as inflexões que esse padrão produz na história atual afetam o cerne das tarefas dos órgãos nacionais de planejamento. A segunda e última parte prossegue com o tema da prospectiva, mas concentra-se no da estratégia. Recorda-se que esse conceito, como uma cunha, quebra a continuidade da teoria e da prática do planejamento. Resumem-se dificuldades na formulação das estratégias de desenvolvimento. Sublinha-se uma delas frequentemente omitida: a de que a estratégia adotada precisa ter legitimidade social. Conclui-se com uma pauta, parcial e não hierarquizada, de desafios atuais, merecedores de atenção para o desenvolvimento futuro.

Ficha do documento

Tipo
Estudo
Ano
2010
Instituição
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL)
Idioma
Português
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/2988
Licença
Licença Comum
Abrangência
Brasil

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