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Estudo

Dívida pública e passivo externoonde está a ameaça?

Gentil, Denise Lobato; Araújo, Victor Leonardo de

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Resumo

A partir de uma análise dos passivos em moeda doméstica e em moeda estrangeira, este trabalho procura investigar em que medida a trajetória e a composição das dívidas líquida e bruta do setor público, bem como do passivo externo bruto (PEB) e do passivo externo líquido (PEL), constituem obstáculos à continuidade da trajetória de crescimento do produto interno bruto (PIB) brasileiro. A conclusão é que, de modo diferente do que indica a maior parte das análises sobre economia brasileira, os indicadores fiscais são mais confortáveis que os indicadores externos. A dívida líquida do setor público (DLSP) tem descrito trajetória de queda, e sua composição hoje possui pouca exposição cambial. O crescimento da dívida bruta está mais associado ao financiamento do investimento público e de empresas estatais, embora a componente financeira decorrente da operacionalidade da política monetária ainda seja elevada. O setor externo, por sua vez, constitui ameaça maior. O PEL tem se expandido a despeito do maior acúmulo de ativos em moeda estrangeira, e a parcela de curto prazo já representa quase a metade do passivo total. A contrapartida é a deterioração da conta de serviços e rendas. A incapacidade da balança comercial em garantir a geração de superávits em
 transações correntes torna a economia brasileira dependente dos fluxos financeiros e, portanto, do acúmulo de mais passivo externo.

Ficha do documento

Tipo
Estudo
Ano
2012
Instituição
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Idioma
Português
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/1079
Licença
Licença Comum
Abrangência
Brasil

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