As emissoras públicas, o direito à informação e o proselitismo dos caciques
Bucci, Eugênio
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Resumo
O problema não está na lei, mas no hábito. Embora a legislação nãoautorize, o costume consagra: exceções à parte, e as exceções existem, osgovernos ou setores de governos no Brasil, tanto nos estados como no âmbitofederal, ainda tentam se valer dos serviços de comunicação social sob seucontrole, direto ou indireto, para extrair vantagens para a própria imagem.Nas emissoras públicas, o partidarismo – conhecido vício da imprensa que,quando pró-governo, ganha agravantes – talvez não seja explícito o tempotodo, mas persiste como tradição.Sem dúvida, a democracia brasileira avançou de vinte anos para cá, mas, aindahoje, a maioria das emissoras públicas de rádio e televisão, mantidas por governosde estado ou pelo governo federal, assim como as que pertencem a parlamentos,ainda atua para preservar a boa imagem da autoridade ou da instituição que sobreelas tem ascendência funcional. Tratam-nas com deferência demasiada, isso quandonão sonegam informações relevantes para não molestá-las.
Ficha do documento
- Tipo
- Artigo científico
- Ano
- 2020
- Instituição
- Escola Nacional de Administração Pública - Enap
- Idioma
- Português
- Acesso
- Não informado
- Identificador
- oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/5233
- Licença
- http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0
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