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Análise da anuência prévia da ANVISA na concessão de patentes farmacêuticas à luz do princípio da legalidade

Neves, Lorrayne Fialho

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Resumo

O trabalho centra-se na chamada 'anuência prévia' realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, compreendida como parte integrante dos procedimentos de concessão de patente para os produtos fármacos. Tradicionalmente todo o procedimento de concessão de patentes de toda natureza compete ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI, que detêm tal expertise. O INPI é um órgão criado especificamente para o controle das propriedades imateriais, estando aparelhado estruturalmente para tal atividade. Com a finalidade de prevenir questões atinentes à saúde coletiva, buscando proteger os padrões de vigilância sanitária, o legislador passou a exigir o exame conjunto da ANVISA antes que o INPI conceda o direito de exploração referente aos fármacos. A redação do dispositivo que criou o dever em comento foi econômica, não especificando os limites da atuação da ANVISA que, por sua vez, na prática, passou a examinar também os critérios objetivos de patenteabilidade, sobrepondo-se ao exame também realizado pelo INPI, criando insegurança jurídica. Verificou-se que tal operação caracteriza desvio de função e se a ANVISA pode normatizar a atuação própria, sem ferir o princípio da legalidade e da reserva da lei.

Ficha do documento

Tipo
Outro
Ano
2016
Instituição
Fundação Getulio Vargas
Idioma
Português
Acesso
Não informado
Identificador
oai:repositorio.fgv.br:10438/18979

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