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Tese

Alguém com quem contaremancipação humana e organizações museais

Castro, Diana Costa de

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Resumo

Os novos museus criados para compor processos de desenvolvimento de partes das cidades são objeto dessa pesquisa. Primeiro, a partir de um ensaio teórico, gerei uma fundamentação teórica para análise da emancipação humana em museus a partir de uma perspectiva freireana, propus a tese da Zona de Contorno, bem como a de que essas organizações poderiam contribuir com o desenvolvimento emancipatório da sociedade. A seguir fiz uma pesquisa de campo incluindo questionários, entrevistas em profundidade, participação em eventos afins e observações de campo. A análise dos dados foi feita majoritariamente a partir de uma perspectiva dialética, buscando contradições e sínteses no campo. O resultado dos questionários foi organizado com estatística descritiva e analisado em conjunto com as outras fontes. As entrevistas foram analisadas com análise crítica do discurso. A partir dos dados, considero que esses museus podem ser percebidos como organizações onde predomina a racionalidade substantiva. Sua razão de ser inclui o lazer qualificado e a educação por meio da cultura, bem como oferece possibilidades de sociabilidade, ainda que restrita a pessoas que se conheçam entre si, além das funções clássicas de salvaguarda, pesquisa, manutenção e exposição do patrimônio. A educação aparece pouco relevante no tocante ao seu conteúdo expositivo a partir da percepção dos visitantes, muito embora tenha crescente visibilidade no mercado a partir de uma racionalidade instrumental. A despeito disso, foi possível comprovar que o museu é capaz de desempenhar um papel na emancipação humana, sobretudo nas subcategorias relacionadas a percepção crítica da sociedade e utopia. Foi percebido empiricamente a existência da Zona de Contorno como importante componente dos novos museus, tanto quanto sua parte expositiva. Tanto na Zona de Contorno quanto nas exposições há alguma influência na transformação do visitante no tocante à emancipação humana. Essas organizações mais substantivas passam a agir de forma mais incisiva na sociedade e constituem-se em agentes com as quais as pessoas podem contar no processo emancipatório, mantendo uma forte dependência com o perfil do gestor.

Ficha do documento

Tipo
Tese
Ano
2016
Instituição
Fundação Getulio Vargas
Idioma
Português
Acesso
Não informado
Identificador
oai:repositorio.fgv.br:10438/17054

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