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Dissertação

A resiliência do Sistema Único de Saúde no contexto de desastres naturaisestudo do caso das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro

Paixão, Beatriz Fikota de Sá

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Resumo

Eventos climáticos extremos são acontecimentos recorrentes em perspectiva global. No entanto, a frequência e a intensidade dessas ocorrências vêm sendo alterada pelas recentes mudanças no clima, o que desperta um senso de urgência em ampliar o debate relacionando eventos extremos com a crise ambiental. As consequências dos eventos extremos e desastres naturais para os sistemas de saúde são praticamente infinitas, uma vez que impactam incontáveis áreas, desde a estrutura física dos hospitais até a saúde da população. Existe uma extensa literatura relacionando mudanças climáticas a problemas de saúde e estudando políticas de adaptação nesse contexto. No entanto, pouco é discutido sobre a preparação dos sistemas de saúde frente aos desastres naturais em específico, de forma que é escassa a literatura sobre as experiências e os aprendizados na área. Sendo assim, este estudo tem como objetivo geral estudar a resiliência do sistema de saúde brasileiro frente aos desastres naturais, que tendem a ser agravados com a mudança climática. Serão analisados desafios, potenciais e fragilidades nos arranjos de gestão do SUS a partir de um estudo de caso do município de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. Para atingir o objetivo desse trabalho, a abordagem metodológica escolhida foi qualitativa indutiva, utilizando o estudo de caso único como estratégia. O resiliência do sistema de saúde no município foi analisada através de quatro dimensões: governança e liderança, financiamento, distribuição de recursos e prestação de serviços. A pesquisa se baseou em documentos, como artigos de pesquisa, relatórios governamentais e não governamentais, e em entrevistas semi-estruturadas com atores que participam da área de sistemas de saúde e/ou desastres naturais. O estudo mostrou que os aprendizados relacionados aos eventos extremos são muito reativos, carecendo de uma preparação forte em períodos de normalidade. Além disso, foram ressaltadas dificuldades na execução de políticas de adaptação decorrentes da complexa estrutura político-administrativa do país, resultando na existência de municípios muito pequenos e com pouca autonomia. No final do estudo, foram elaboradas sugestões para aprimoramentos do modelo de resiliência de Paschoalotto et al. (2022), como a inclusão do voluntariado e considerações de municípios pequenos. Adicionalmente, foram destacadas medidas bem sucedidas adotadas por Petrópolis, além de sugestões para estudos futuros.

Ficha do documento

Tipo
Dissertação
Ano
2024
Instituição
Fundação Getulio Vargas
Idioma
Português
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.fgv.br:10438/35207

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