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Dissertação

Robbing Peter to pay Paula welfare analysis of minimum wage under indexation

Mendes, Gustavo Mafra

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Resumo

O período pós-redemocratização no Brasil viu um aumento significativo nas despesas públicas indexadas ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e ao salário mínimo, atingindo 9,96% do PIB em 2019. Especificamente, as despesas vinculadas ao salário mínimo passaram de 1,48% para 5,23% do PIB entre 1996 e 2019, impulsionado por aumentos reais do mínimo. Ao mesmo tempo, a parcela da força de trabalho empregada no setor informal persistiu em cerca de 39,1%, nível registrado tanto em 1996 quanto em 2023. Utilizando um modelo quantitativo com agentes heterogêneos e a presença de um setor informal, calibrado para 1996, este estudo analisa o impacto da indexação da despesa pública ao mínimo sobre bem-estar dos trabalhadores, especialmente para aqueles que recebem o salário mínimo. Os resultados mostram que, embora os aumentos do salário mínimo geralmente aumentem o bem-estar, pioram o bem-estar dos trabalhadores na base da distribuição (informais), ao passo que aumentam o bem-estar daqueles que estão no topo (formais). A tributação necessária para financiar despesas indexadas diminui estes ganhos, deixando os trabalhadores com apenas 96,65% do potencial aumento do bem-estar que teriam, em comparação a um cenário em que não houvesse indexação das despesas públicas ao mínimo.

Ficha do documento

Tipo
Dissertação
Ano
2024
Instituição
Fundação Getulio Vargas
Idioma
Inglês
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.fgv.br:10438/35348

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