Renegociação da dívida externauma avaliação do impacto sobre a capacidade de crescimento da economia brasileira
Giambiagi, Fabio; Ardeo, Vagner Laerte
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Resumo
Embora tenha sido aplicado desde que começou a crise da dívida externa, em 1982, o tratamento convencional do problema não trouxe resultados satisfatórios. Por outro lado, a moratória decretada por países como o Brasil e o Peru também se revelou uma alternativa frustada. Recentemente foi desenvolvido um terceiro enfoque, baseado no alívio parcial da dívida. Este artigo discute as vantagens dessa proposta. São elaborados três modelos, representando os casos de confronto, preservação do esquema convencional e perdão de uma parcela da dívida. A conclusão mais importante e que os efeitos benéficos do deságio são bastante inferiores ao que se costuma supor. De fato, mesmo admitindo a hipótese otimista de que a dívida registrada com os bancos comerciais sofra um abatimento de 50%, a taxa média de crescimento ao longo dos anos 90 teria um aumento marginal inferior a 0,5%.
Ficha do documento
- Tipo
- Estudo
- Ano
- 1989
- Instituição
- Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
- Fonte
- Repositório do Ipea
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/1463
- Licença
- Licença Padrão Ipea
- Palavras-chave
- Dívida externaCrescimento econômico
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