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Estudo

Por que a elasticidade-câmbio das importações é baixa no Brasil? Evidências a partir das desagregações das importações por categorias de uso

Santos, Cláudio Hamilton Matos dos; Cieplinski, André Gaspar; Pimentel, Débora; Bhering, Gustavo

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Resumo

Ao contrário do que sugerem a teoria econômica tradicional e a sabedoria convencional de boa parte dos macroeconomistas brasileiros, estudos recentes indicam que a elasticidade-câmbio das importações nacionais é baixa. Este trabalho procura racionalizar o referido resultado revisitando as estimativas das importações do país desagregadas por categoria de uso. Os resultados reportados sugerem que a baixa elasticidade-câmbio das importações agregadas reflete fundamentalmente aquela das importações de combustíveis, bens intermediários e de alguns tipos de serviços – notadamente, transporte, aluguel de equipamentos e pagamentos de royalties – que respondem por pouco menos de dois terços do total importado. Isso ocorre porque vários desses produtos têm pouca ou nenhuma possibilidade de substituição por similares nacionais, devido principalmente a deficiências estruturais na oferta nacional.

Ficha do documento

Tipo
Estudo
Ano
2015
Instituição
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Idioma
Português
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/3643
Licença
Licença Comum
Abrangência
Brasil

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