Os sindicatos no Brasil
Cardoso, Adalberto
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Resumo
O movimento sindical brasileiro viveu, ao longo dos anos 2000, um aparente paradoxo. De um lado, na grande imprensa e em parte do debate acadêmico, leu-se e ouviu-se que o sindicalismo estava em crise no país, como no resto do mundo todo. A crise seria multidimensional, relacionada tanto com a eficácia da ação propriamente sindical, quanto com os aspectos expressivos e identitários do movimento; responsável, por exemplo, pela construção de visões de mundo alternativas ou transformadoras. Porém, e esse é o outro lado do paradoxo, os indicadores existentes de organização sindical não parecem corroborar essa visão. Tomando-se os resultados das negociações coletivas, as taxas de greves ou a presença de sindicalistas nas esferas de representação política, o que se viu, em lugar da crise, foi um movimento consolidado e atuante, ainda que essa atuação não tenha tido a visibilidade que muitos gostariam que tivesse. Tendo em vista, também, a pequena importância da filiação como medida da representatividade dos sindicatos. Este artigo traz as dimensões desse paradoxo.
Ficha do documento
- Tipo
- Artigo científico
- Ano
- 2014
- Instituição
- Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
- Fonte
- Repositório do Ipea
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/3765
- Licença
- Licença Comum
- Abrangência
- Brasil
- Temas
- Dados
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