Os efeitos do estresse financeiro no ambiente de trabalho brasileiro
Souza, Fabio Tosta Gadelha
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Resumo
A proposta do presente trabalho foi averiguar se, no Brasil, o nível de estresse financeiro dos empregados afeta seu comportamento no trabalho. Especificamente, foi testado se pessoas com maior nível de estresse financeiro têm maior probabilidade de: i) faltar, de uma maneira geral; ii) faltar de maneira injustificada; iii) terem faltas abonadas por seus superiores; e iv) sofrerem punições, em relação aos seus colegas menos estressados. O estudo foi feito a partir de uma pesquisa com 673 funcionários de 10 grupos empresariais brasileiros de diferentes setores de atuação, cuja participação foi voluntária. O grau de estresse financeiro individual foi determinado a partir da Escala InCharge de Estresse Financeiro/Bem-Estar Financeiro, criada por Prawitz et al. (2006), a fim de que se pudesse utilizar o nível subjetivo de estresse financeiro dos respondentes. Os testes foram realizados utilizando os modelos de Probabilidade Linear, Probit e Logit. Nossas conclusões foram de que estresse financeiro aumenta, de maneira estatisticamente significativa, a probabilidade de faltas em geral e de faltas injustificadas. Todos os três modelos apontaram neste sentido. Contudo, não encontramos resultados significativos em nenhum dos três modelos de que o estresse financeiro aumenta a probabilidade de faltas abonadas e punições.
Ficha do documento
- Tipo
- Dissertação
- Ano
- 2017
- Instituição
- Fundação Getulio Vargas
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Português
- Acesso
- Não informado
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/18466
- Temas
- Economia
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