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Dissertação

O papel da liderança na transição para a adoção estratégica da inteligência artificial em PMEs brasileirasum estudo exploratório

Siqueira, Adriano Nunes de

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Resumo

A Inteligência Artificial (IA) vem se firmando como força transformadora comparável às grandes revoluções industriais, com forte capacidade de destravar valor nos negócios ao impulsionar inovação, eficiência operacional e competitividade quando implementada de forma orientada ao negócio em ambientes dinâmicos. Estudos recentes indicam, contudo, que a adoção estratégica de IA por pequenas e médias empresas (PMEs), especialmente em países emergentes como o Brasil, permanece limitada por barreiras organizacionais, culturais e tecnológicas, agravadas por baixa maturidade digital e ausência de visão estratégica de liderança, o que gera desalinhamento entre iniciativas tecnológicas e objetivos corporativos. Revisões sistemáticas mostram que menos de 20% das PMEs utilizam modelos de IA alinhados à estratégia empresarial, revelando um quadro fragmentado e incipiente de integração de IA fora das grandes corporações globais, bem como uma lacuna teórica sobre como a liderança pode superar essas barreiras para promover uma integração sustentável e geradora de valor estratégico. Nesse contexto, o estudo se justifica ao investigar, por meio de abordagem qualitativa exploratória, o papel da liderança na adoção da IA em PMEs brasileiras com baixa maturidade tecnológica, buscando mapear o estágio atual de integração da IA, identificar obstáculos e propor um framework conceitual, ancorado em referências internacionais recentes, para acelerar a geração de valor estratégico e responder às lacunas metodológicas e conceituais da literatura. Os resultados sugerem que o núcleo das barreiras reside na falta de conhecimento prático sobre IA e seu uso aplicado ao negócio, cuja superação depende de liderança ativa, programas de capacitação customizados e construção incremental de confiança, ancorada em exemplos concretos e adaptados à realidade setorial das PMEs. Nesse processo, práticas como experimentação orientada, benchmarking entre pares e compartilhamento estruturado de experiências bem-sucedidas emergem como catalisadores críticos para destravar o potencial da IA e permitir que a liderança atue como vetor de uma transformação digital mais estratégica e sustentável nesses contextos organizacionais.

Ficha do documento

Tipo
Dissertação
Ano
2026
Instituição
Fundação Getulio Vargas
Idioma
Português
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.fgv.br:10438/38615

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