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Artigo científico

New models of governance in the Public University in Portugal and competitiveness

Mano, Margarida; Marques, Maria da Conceição da Costa

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Resumo

Em setembro de 2007, o novo regime jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), Lei no62/2007, de 10 de setembro, introduziu um novo enquadramento de opções de modelos e estruturasde governação nas Instituições de Ensino Superior (IES) em Portugal. O ambiente externo de mudança,comum no contexto europeu, onde as IES adaptam suas acções estratégicas aos desafios da “Declaraçãode Lisboa”, está na ordem do dia. O quadro de opções sobre modelos de governo e de gestão, que sãocada vez mais discutidos numa perspectiva de competitividade, permite vantagens e reduz desvantagenscomparativas em face das instituições privadas. Se, no contexto europeu, a concepção e o desenho demodelos de governo estão geralmente a convergir, esbatendo as diferenças entre o modelo de gestãodas instituições privadas e públicas, em que medida a implementação dos modelos provoca mudançasvisíveis no imediato em nível institucional? Em Portugal, a maioria das IES públicas optou pelo modelotradicional, tendo visto já seus estatutos homologados e publicados em Diário da República. Apenastrês instituições optaram pelo modelo fundacional. A presente investigação institucional visa analisar,a partir da metodologia de Clark, as alterações introduzidas nas IES públicas ao nível operacional e degestão, no sentido de uma universidade empreendedora. Para o efeito, o estudo baseia-se na análisedas opções institucionais que as IES enfrentam, ou seja, na possibilidade de escolha entre o tradicionalquadro jurídico (direito público) e um novo quadro legal e organizacional (fundações públicas a operarsob o direito privado), a partir da análise dos estatutos entretanto já adotados. Pretende-se aindaintegrar a perspectiva do olhar dos elementos externos que passaram recentemente, por via da lei,a integrar os órgãos máximos de governação das universidades públicas: os Conselhos Gerais. Nesteartigo vamos efetuar uma análise crítica aos modelos de governo previstos em cada um dos estatutosdas IES públicas, não deixando de fazer referência ao modelo fundacional.

Ficha do documento

Tipo
Artigo científico
Ano
2012
Instituição
Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV EBAPE)
Idioma
Português
Acesso
Não informado
Identificador
oai:ojs.periodicos.fgv.br:article/7109
Licença
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0

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