Mercado de câmbio brasileiro e intervenções do Banco Central
Bastos, Estêvão Kopschitz Xavier; Fontes, Patrícia Vivas da Silva
O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.
Resumo
Ao anunciar as recentes medidas de atuação no mercado de câmbio, o Banco Central (BCB) adota prática bastante comum no seu histórico e internacionalmente. As modalidades escolhidas também não são novas: swaps cambiais e leilões com compromisso de recompra, tendo, por isso, a vantagem de serem bem conhecidas pelos agentes. O mercado à vista e o de swaps, para determinadas finalidades, são mercados redundantes, mas, para outras, não. As intervenções, por isso, devem ser feitas com o instrumento mais adequado para cada momento. Com as medidas em vigor, o BCB atuará com swaps e com venda de dólares com compromisso de recompra, certamente por ter identificado os dois tipos de demanda. As intervenções à vista feitas no Brasil são esterilizadas, pois não se quer, com elas, alterar a política monetária. Entretanto, de acordo com a literatura revisada, estas ações têm efeito pequeno e pouco duradouro sobre o nível da taxa de câmbio, o que faz com que tenham de ser feitas de maneira continuada para que seu efeito perdure. De qualquer modo, parecem alcançar o objetivo de reduzir a volatilidade em momentos de crise.
Ficha do documento
- Tipo
- Artigo científico
- Ano
- 2013
- Instituição
- Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
- Fonte
- Repositório do Ipea
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/4307
- Licença
- Licença Comum
- Abrangência
- Brasil
Conteúdos relacionados
- DissertaçãoO novo marco cambial brasileiro e os investimentos estrangeiros diretosFundação Getulio Vargas · 2026
- OutroProposta de governança para o monitoramento integrado das intervenções do Sistema Único de SaúdeIpea · 2024
- DissertaçãoForward premium puzzle in BrasilFundação Getulio Vargas · 2022
- DissertaçãoViés no mercado de câmbioFundação Getulio Vargas · 2021