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Exército industrial de reserva e constituição social

Colombini, Iderley

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Resumo

Analisa o conceito marxista de exército industrial de reserva, defendendo que ele deve ser compreendido não apenas como resultado dos ciclos de acumulação capitalista, mas como uma relação social constitutiva da própria formação das classes sociais e das relações de trabalho. O autor critica as abordagens que reduzem a precarização e a informalidade a fenômenos recentes ou autônomos, argumentando que essas formas de trabalho sempre estiveram articuladas à dinâmica do capitalismo por meio da superpopulação relativa. A partir da releitura de Marx, o texto demonstra que o exército de reserva atua como mecanismo permanente de pressão sobre os trabalhadores, reforçando a necessidade de vender sua força de trabalho e contribuindo para a reprodução da dominação capitalista. O capítulo examina ainda as transformações ocorridas no contexto neoliberal, caracterizadas pela flexibilização das relações de trabalho, terceirização, plataformização, uberização e difusão da figura do trabalhador como “empresário de si mesmo”. Nesse cenário, as fronteiras entre trabalhadores ativos e integrantes do exército de reserva tornam-se mais fluidas, intensificando a competição e a insegurança laboral. Conclui-se que a precarização contemporânea não representa uma ruptura com a lógica do capitalismo, mas uma nova forma histórica de manifestação do exército industrial de reserva, fundamental para compreender a constituição da classe trabalhadora e os mecanismos atuais de exploração do trabalho.

Ficha do documento

Tipo
Livro
Ano
2026
Instituição
Ipea
Idioma
Português
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/20825
Licença
Licença Comum
Abrangência
Brasil

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