Essays in empirical macroeconomics
Oliveira, Vitor Kayo de
O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.
Resumo
Esta tese é composta por três capítulos com temas independentes. O primeiro capítulo estima o hiato do produto e o hiato do desemprego da economia dos Estados Unidos. O segundo e o terceiro capítulos examinam os efeitos da política monetária dos Estados Unidos e do Brasil sobre a economia brasileira. No primeiro capítulo, estimamos o hiato do produto e o hiato do desemprego, duas medidas-chave de ociosidade econômica que são centrais para a dinâmica da inflação. Utilizamos um modelo que combina características de modelos fatoriais dinâmicos (DFMs) e modelos de componentes não observados (UCMs), o que nos permite lidar com grandes bases de dados ao mesmo tempo que capturamos a relação entre os hiatos e inflação. Utilizando dados dos Estados Unidos do período pré-pandemia e métodos bayesianos, comparamos nossas estimativas com as do Congressional Budget Office (CBO), amplamente utilizadas por formuladores de política econômica. Nossos resultados mostram que o nosso hiato do produto melhora as previsões de crescimento do PIB em relação ao CBO, mas produz previsões de inflação piores. Em contraste, o nosso hiato do desemprego supera o do CBO na previsão da inflação. Embora essas diferenças geralmente não sejam estatisticamente significativas, elas indicam que nossas medidas apresentam desempenho ao menos comparável aos benchmarks do CBO. No segundo capítulo, estudamos como a economia brasileira responde a um aperto de política monetária nos Estados Unidos. O conhecido ditado de que “quando os Estados Unidos espirram, o Brasil pega uma gripe” se confirma? Para responder a essa questão, estimamos um modelo SVAR-IV, utilizando surpresas de política monetária dos Estados Unidos em alta frequência como instrumento. Nossos resultados revelam spillovers economicamente relevantes da taxa de juros americana para as principais variáveis macroeconômicas brasileiras. Um choque contracionista de política monetária nos Estados Unidos leva a um aumento das taxas de juros domésticas de curto prazo e do risco, provocando uma depreciação cambial e, consequentemente, pressões inflacionárias, apesar da queda da atividade econômica real. No terceiro capítulo, examinamos se os efeitos da política monetária dependem das condições fiscais no Brasil. Utilizando projeções locais com surpresas de política monetária em alta frequência como instrumentos, mostramos que um aperto monetário tende a aumentar a dívida pública e o prêmio de risco soberano, levando a uma depreciação cambial e ao aumento dos preços, em linha com o exchange rate puzzle e o price puzzle. A desagregação dos preços revela que esses puzzles estão intimamente relacionados, uma vez que uma parcela significativa dos preços ao consumidor responde a movimentos da taxa de câmbio. Ao permitir dependência de estado em relação à dívida pública, encontramos que, quando a dívida é baixa, o aperto monetário é mais efetivo e ambos os puzzles são mitigados.
Ficha do documento
- Tipo
- Tese
- Ano
- 2026
- Instituição
- Fundação Getulio Vargas
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Inglês
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/39051
- Palavras-chave
- Output gapUnemployment gapU.S. monetary policy spilloversDomestic monetary policyHiato do produtoHiato do desempregoSpillovers da política monetária dos EUAPolítica monetária domésticaEconomiaMacroeconomiaDesempregoProduto interno brutoPolítica monetária - BrasilPolítica monetária - Estados Unidos
Conteúdos relacionados
- TeseEssays in macroeconomics and labor marketsFundação Getulio Vargas · 2026
- TeseEssays on the macroeconomics of climate changeFundação Getulio Vargas · 2023
- TeseEssays in macroeconomicsFundação Getulio Vargas · 2023
- DissertaçãoUma análise sobre os financiamentos do BNDES e do setor privado no Brasil e a relação com o PIBFundação Getulio Vargas · 2022