Erradicar a pobreza extremaum objetivo ao alcance do Brasil
Osorio, Rafael Guerreiro; Soares, Sergei Suarez Dillon; Souza, Pedro Herculano Guimarães Ferreira de
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Resumo
Neste texto, analisamos questões relativas à medida, ao monitoramento e ao custo da erradicação da pobreza extrema. Argumentamos que, para fins de erradicação da pobreza extrema, a renda monetária é a única variável aceitável e que uma linha de pobreza político-administrativa é a melhor opção. Para fins de cálculo, usamos uma linha de R$ 67,00. Esta linha de pobreza extrema deve ser ajustada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC-alimentos) e a pesquisa para julgar o progresso da estratégia deve ser a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) contínua, a ser iniciada em 2011.Finalmente, existem limitações ao uso da renda: as famílias respondem sua renda de modo estratégico, estas mesmas rendas são medidas com erro e as dos mais pobres são sujeitas a grande volatilidade. Dadas estas limitações, o único modo de erradicar a pobreza extrema é conceder um benefício próximo da própria linha de pobreza extrema. Argumentamos a favor de uma estratégia incremental, cujo custo não deve ultrapassar 0,5% do produto interno bruto (PIB) para uma linha de R$ 67,00.
Ficha do documento
- Tipo
- Estudo
- Ano
- 2011
- Instituição
- Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
- Fonte
- Repositório do Ipea
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/1501
- Licença
- Licença Comum
- Abrangência
- Brasil
- Temas
- Políticas Públicas
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