Disco é culturaa expansão do mercado fonográfico brasileiro nos anos 1970
Oliveira, Claudio Jorge Pacheco de
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Resumo
Este estudo tem por objetivo investigar a contribuição do artigo 2º da Lei Complementar nº 4, de 2 de dezembro de 1969, conhecida como “Lei disco é cultura”, para a expansão do mercado brasileiro de discos ocorrida na década de 1970. Consequência da política econômica de forte estímulo ao consumo do regime militar, a “Lei disco é cultura” autorizava as empresas produtoras de discos fonográficos a abater, do montante do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICM), o valor dos direitos autorais artísticos e conexos, pagos aos autores e artistas brasileiros. A busca por investimentos estrangeiros era um aspecto fundamental do modelo econômico da ditadura. A expectativa era que a “maior eficiência” das empresas multinacionais contribuísse para um rápido crescimento. Essa política favoreceu a expansão das gravadoras estrangeiras, que tiveram seus interesses e demandas acolhidos pelo governo.
Ficha do documento
- Tipo
- Dissertação
- Ano
- 2018
- Instituição
- Fundação Getulio Vargas
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/24090
- Palavras-chave
- Phonographic industryPopular brazilian musicPublic policy for cultureMilitary regimeTax breaksIndústria fonográficaMúsica popular brasileiraBossa novaJovem GuardaTropicalismoPolítica pública para a culturaRegime militarIncentivos fiscaisHistóriaRegistros sonoros - IndústriaMúsica popular - BrasilJovem guarda (Movimento musical)Tropicalismo (Música)Política cultural
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