Dimensões do mercado de arteuma análise comparativa usando componentes principais
Tenani, Paulo S.
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Resumo
Qual o número de dimensões do mercado de arte? Como elas podem ser interpretadas? Como estas dimensões se comparam com aquelas dos mercados financeiros tradicionais? Este artigo procura responder estas questões utilizando a Análise de Componentes Principais (PCA) em uma amostra de instrumentos de juros americanos, índices setoriais de renda variável global e índices de arte global. As conclusões são as seguintes. Para o mercado de juros, três dimensões explicam mais do que 97% da variância dos retornos – um resultado conhecido e replicado para diferentes países e para períodos distintos. Já para a o mercado de ações, cinco dimensões explicam mais do que 93%, em forte contraste com os inúmeros fatores de risco reconhecidos pelos praticantes do mercado. Já para o mercado de arte, oito dimensões explicam 99% da variância dos retornos. A interpretação para o primeiro componente principal é muito próxima daquelas da renda fixa e do mercado de ações. Para o segundo e terceiro componentes, definindo apropriadamente uma “curva de arte” a interpretação é similar àquela de renda fixa. Porém, as interpretações para as outras cinco dimensões do mercado de arte são mais desafiadoras.
Ficha do documento
- Tipo
- Artigo científico
- Ano
- 2024
- Instituição
- FGV EESP - FGV Invest, Art Economics
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/36234
- Temas
- Economia
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