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Tese

Dimensões de um patrimôniosignificados e silenciamentos na história da cachaça: Paraty, fins do século XVIII a meados do XIX

Marques, Camila Moraes

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Resumo

Nos últimos anos, a cachaça vem ocupando notável destaque na mídia nacional e estrangeira, o que demonstra abertamente o interesse dos fabricantes em alcançar um público consumidor cada vez maior. Atreladas ao aumento da produção, várias medidas de diferentes instâncias governamentais seguiram esse caminho. Desde o ano de 2007, títulos de patrimônio começaram a ser conferidos à bebida nos estados de reconhecida tradição produtora (Minas Gerais, Pernambuco e, mais recentemente, Rio de Janeiro). O argumento que fundamenta e justifica a concessão de tais títulos reproduz a ideia de bebida nacional, exclusivamente brasileira, formulada por folcloristas a partir da década de 1920. Entretanto, o que está por trás da difusão de tal ideia e da própria circulação da bebida, envolvendo fatores de produção e consumo, ainda permanecem à margem da historiografia. Esta pesquisa busca investigar o processo histórico que levou a cidade de Paraty, localizada no litoral Sul do Rio de Janeiro, a se tornar referência de fabricação da cachaça no século XIX: condições internas, estrutura das unidades produtoras e a inserção nos mercados da costa africana onde a bebida era utilizada como moeda de troca na aquisição de africanos escravizados. O trabalho também analisa os aspectos privilegiados e os silenciados nos diferentes momentos de construção da noção de cachaça como patrimônio nacional.

Ficha do documento

Tipo
Tese
Ano
2017
Instituição
Fundação Getulio Vargas
Idioma
Português
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.fgv.br:10438/24548

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