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Estudo

Convenção e rigidez na política monetáriauma estimativa da função de reação do BCB - 2000-2007

Modenesi, André de Melo

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Resumo

A adoção da regra de Taylor é peça fundamental do Novo Consenso em Política
 Monetária, marcado pelo reconhecimento, realizado tardiamente pela ortodoxia, de que a base monetária é endógena. Com base na literatura resenhada, é estimada a função de reação do Banco Central do Brasil (BCB) para avaliar a condução da política monetária brasileira, após a adoção do regime de metas de inflação. A função de reação do BCB possui características que corroboram a tese de que a formação da taxa Selic é pautada por uma convenção pró-conservadorismo na condução da
 política monetária, como propõem Nakano e Erber. Os resultados apontam excessiva lentidão nos movimentos dos juros e um elevado patamar da taxa de equilíbrio,
 confirmando a tese de que o BCB: a) incorporou a convenção de que há um elevado
 piso para a Selic; e b) dá pouca atenção ao estado da economia (o desvio da inflação em relação à meta e o hiato do produto) imprimindo demasiado gradualismo na determinação da taxa básica. A principal conclusão é que, mantido o quadro atual, a
 taxa de juros dificilmente se reduzirá de forma satisfatória. Seria necessária uma
 drástica deflação para que a Selic caísse significativamente. Isso aponta para a necessidade de um debate sobre a adequação da atual estratégia de estabilização.

Ficha do documento

Tipo
Estudo
Ano
2008
Instituição
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Idioma
Português
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/1631
Licença
Licença Comum
Abrangência
Brasil; 2000-2007

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