A possível resposta do BC ao choque adverso de oferta
IBRE
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Resumo
A guerra no Oriente Médio já estava em andamento quando, na reunião do Copom de março, os dirigentes do Banco Central decidiram reduzir a Selic em 25 pontos, para 14,75%, após longos meses de estabilidade da taxa básica. Houve quem estranhasse esse movimento, em razão de as cotações do petróleo já estarem em alta, sinalizando pressões inflacionárias que se adicionavam às já existentes. A queda de 25 pontos da taxa Selic em março pode ser explicada por dois motivos. O primeiro tem a ver com diretrizes de política oferecidas pelo próprio Banco Central. Na verdade, foram dois os guidances emiti dos pelo BC: um mais formal, incluído nos documentos oficiais, e um segundo representado por declarações públicas do diretor de política monetária, para quem, em princípio, a guerra não interromperia a política de “calibração” dos juros já em curso. O segundo motivo tem sido largamente mencionado por dirigentes do BC, em especial por seu presidente. No entendimento da cúpula da instituição, o fato de uma política monetária apertada ter sido mantida por um bom tempo deixou o BC numa posição confortável para enfrentar os efeitos do novo quadro internacional. Em outras palavras, o BC havia criado condições propícias para dar início a um ciclo de calibração dos juros .
Ficha do documento
- Tipo
- Artigo científico
- Ano
- 2026
- Instituição
- Fundação Getulio Vargas
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/39566
- Temas
- Economia
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