Capacidades estatais e democraciaa abordagem dos arranjos institucionais para análise de políticas públicas
Alexandre de Ávila Gomide; Roberto Rocha Coelho Pires
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Resumo
Discute como, no contexto democrático brasileiro pós‑1988, a formulação e a implementação de políticas desenvolvimentistas envolvem a atuação simultânea de três sistemas institucionais — representativo, participativo e de controles burocráticos — que moldam as capacidades técnico-administrativas e políticas do Estado. Os autores analisam a tensão entre ativismo estatal e democracia, refletindo se a inclusão de múltiplos atores sociais e políticos fortalece ou dificulta a implementação de políticas ambiciosas em ritmo acelerado. Para isso, propõem a abordagem dos arranjos institucionais como lente analítica capaz de explicar como regras, processos e mecanismos específicos estruturam a coordenação entre interesses e atores envolvidos, determinando a capacidade estatal de produzir resultados. O texto ainda delineia o modelo teórico utilizado no livro e apresenta a estratégia metodológica que orientou os estudos de caso sobre políticas públicas consideradas representativas do recente ativismo estatal no Brasil.
Ficha do documento
- Tipo
- Livro
- Ano
- 2014
- Instituição
- Ipea
- Fonte
- Repositório do Ipea
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/19851
- Licença
- Licença Comum
- Abrangência
- Brasil
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