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Artigo científico

Aversão à desigualdade e preferências por redistribuiçãoa percepção de mobilidade econômica as afeta no Brasil?

Méndez, Yasmín Salazar; Waltenberg, Fábio Domingues

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Resumo

  A noção de que a redistribuição é dos ricos para os pobres permitiria concluir a priori que os pobres são os principais partidários de medidas redistributivas, ao serem os potenciais beneficiários. Não obstante, estudos realizados principalmente para países desenvolvidos sugerem que a aversão à desigualdade e as preferências por redistribuição são moldadas por fatores que vão além do pecuniário. Neste trabalho, se analisa o efeito da mobilidade econômica subjetiva na aversão à desigualdade e na demanda por redistribuição dos brasileiros usando-se uma base de dados única, representativa do país, que foi coletada em 2012. Os resultados sugerem que, em contradição com previsões teóricas e com evidências de países desenvolvidos, mesmo pessoas que aspiram ascender socialmente no futuro incomodam-se com a desigualdade e são favoráveis a políticas redistributivas. Brasileiros que perceberam uma piora na sua situação econômica também mostram-se favoráveis à redistribuição, resultado mais convencional. Ambos os conjuntos de resultados são confirmados por estimações feitas em subamostras definidas por renda familiar. Levantam-se hipóteses para se tentar explicar os resultados inesperados.

Ficha do documento

Tipo
Artigo científico
Ano
2016
Instituição
Universidade de São Paulo. Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária
Idioma
Português
Acesso
Não informado
Identificador
oai:revistas.usp.br:article/89134
Licença
http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0

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