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Tese

Associações entre desempenhos financeiro e socioambientalum estudo das circunstâncias em que vale a pena ser verde

Garcia, Alexandre Sanches

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Resumo

Nas últimas duas décadas, um número crescente de executivos tem alocado tempo e recursos em assuntos de estratégia empresarial que envolve a responsabilidade social das organizações (LACY; COOPER; HAYWARD; NEUBERGER, 2010). Porter e Van der Linde (1995) já afirmava que estamos passando uma fase de transição da história industrial, na qual os executivos começam a perceber investimentos em fatores Environmental, Social and Governance (ESG) como uma oportunidade econômica e competitiva, ao invés de custo ou ameaça. Mas a pergunta que ainda fica sem resposta é: quando vale a pena adotar essas estratégias socioambientais? O objetivo central desse estudo é a mensuração do desempenho socioambiental das empresas e sua relação com o desempenho econômico-financeiro investigando em que circunstâncias vale a pena ser verde (pays-to-be-green). Nesse sentido e pautado pelas discussões em estratégias socioambientais competitivas, como a Hipótese de Porter e a Natural Resource Based View (NRBV), além da literatura das teorias institucional e do stakeholder, o presente estudo buscou mostrar o desempenho ESG das empresas em diversas circunstâncias. Considerando as diferenças institucional, cultural e regulamentar entre países, foram investigados os desempenhos ESG e sua relação com o desempenho financeiro das empresas pertencentes a países emergentes e de países desenvolvidos. Também investigou se o fato da empresa pertencer a índices de sustentabilidade de bolsas de valores resulta em melhores desempenhos, ESG e financeiro, comparados às empresas não listadas nesses índices. Por meio do banco de dados ASSET4, foi utilizada a metodologia de dados em painel com 2.165 empresas de países desenvolvidos e de países emergentes. Os resultados permitem não rejeitar as hipóteses levantadas de que há prevalência do ambiente institucional na relação desempenho financeiro e desempenho ESG, indicando que há associação positiva no desempenho econômico-financeiro e ESG das empresas somente dos países desenvolvidos. Já nas empresas de países emergentes essa relação é negativa. Além disso, verificou-se que estar listada em índice de sustentabilidade de bolsas de valores, embora gere melhor desempenho ESG para a empresa, não causa reflexo no seu desempenho econômico-financeiro. Adicionalmente, foi constatado que empresas pertencentes a setores de atividades econômicas consideradas polêmicas possuem melhor desempenho ESG do que empresas dos outros setores. Tais resultados contribuem para o debate do tema “pays-to-be-green”, mostrando que possíveis diferenças metodológicas utilizadas em diversos trabalhos acadêmicos explicam os resultados contraditórios até então encontrados. Os resultados desse trabalho mostram que os executivos das empresas e gestores públicos de países de economia emergente ainda tem um longo caminho a percorrer na buscar por melhores práticas ESG.

Ficha do documento

Tipo
Tese
Ano
2017
Instituição
Fundação Getulio Vargas
Idioma
Português
Acesso
Não informado
Identificador
oai:repositorio.fgv.br:10438/18261

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