As contas dos escravos numa economia agráriaclientes de uma casa de comercial no interior de Santa Catarina (Brasil, 1875-1876)
Marcondes, Renato Leite
O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.
Resumo
Discutimos os negócios dos escravos a partir das correntes como clientes de uma casa comercial em uma economia voltada para o mercado interno ao final do período escravista, evolvendo débitos e créditos, dinheiro e mercadorias. Os cativos forneceram milho e feijão e compraram um leque amplo de produtos, compreendendo alimentos, vestuário e utensílios. Em quase um terço dos lançamentos eles transacionaram dinheiro, representando a principal despesa debitada aos escravos, inclusive para o pagamento do seu escravista. Essas numerosas transações de valores substantivos dos escravos em pouco mais de um ano demonstram uma capacidade reiterada de manter negócios com a casa comercial. Embora apenas uma pequena parte deles alcançassem condições de acumular pecúlio, somente uma parcela ainda menor conseguiu sonhar com a liberdade.
Ficha do documento
- Tipo
- Artigo científico
- Ano
- 2020
- Instituição
- Universidade de São Paulo. Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária
- Fonte
- Estudos Econômicos
- Idioma
- Português
- Acesso
- Não informado
- Identificador
- oai:revistas.usp.br:article/163861
- Licença
- http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
- Temas
- Economia
Conteúdos relacionados
- Artigo científicoO evolver demográfico e econômico nos espaços fluminensesUniversidade de São Paulo. Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária · 1995
- Artigo científicoSome quantitative aspects of urban slavery in Recife (1827-1837)Universidade Estadual de Campinas · 2025
- Artigo científicoInvisible ShareholderEscola Brasileira de AdEscola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV EBAPE) · 2023
- Artigo científicoPrecarious work and platformizationPontifícia Universidade Católica de São Paulo · 2023