Análise da progressividade da carga tributária sobre a população brasileira
Pintos-Payeras, José Adrian
O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.
Resumo
Este artigo apresenta um estudo da atual incidência do sistema tributário brasileiro. Buscou-se detalhar ao máximo as alíquotas dos impostos indiretos, tomando como base as normas tributárias da Federação, das Unidades da Federação e respectivas capitais. Cruzando essas informações com os microdados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2002-2003, foi possível verificar que o sistema tributário brasileiro é regressivo quando tomada como base a renda. Isso se deve em grande parte aos impostos indiretos, mais especificamente ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), ao Programa de Integração Social (PIS) e à Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Contudo, é importante ressaltar que a baixa participação dos impostos diretos não permite equilibrar a carga por faixa de renda. O Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) chega a ser regressivo em relação à renda familiar per capita. O estudo também revelou que há diferenças regionais no comportamento dos impostos indiretos.
Ficha do documento
- Tipo
- Artigo científico
- Ano
- 2010
- Instituição
- Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
- Fonte
- Repositório do Ipea
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/5097
- Licença
- Licença Comum
- Abrangência
- Brasil; 2002-2003
Conteúdos relacionados
- RelatórioRecomendações para o fortalecimento da governança de desastresFundação Getulio Vargas · 2026
- DissertaçãoInfluências das usinas hidrelétricas estruturantes em indicadores sociais, econômicos e educacionais no BrasilFundação Getulio Vargas · 2026
- TesePork-barrel funding and local-level capacities for public policy deliveryFundação Getulio Vargas · 2026
- DissertaçãoTransparência pública e o papel do Tribunal de Contas do AmazonasFundação Getulio Vargas · 2026