Agências de classificação de risco de créditouma análise da qualidade do rating soberano e de seus determinantes
Yamanari, Cristina Yue
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Resumo
As três maiores agências de classificação de risco (S&P, Moody’s e Fitch) respondem por 96,6% do mercado e são amplamente utilizadas por investidores particulares e institucionais em seus processos de tomada de decisão. Não só os critérios – econômicos, institucionais, fiscais e externos – variam, como também os pesos atribuídos por cada uma em suas análises, principalmente após a crise financeira internacional de 2008. O presente trabalho detalha as métricas adotadas por cada CRA, avalia suas semelhanças e diferenças e verifica, a partir das notas metodológicas e de todo o histórico das notas emitidas pelas próprias agências para 200 soberanos, de 1941 a 2014, que a S&P é, em média, a primeira a reconhecer defaults e rebaixar a Grau Especulativo, enquanto a Fitch usualmente é a primeira a atribuir Grau de Investimento, e a Moody’s a que menos altera suas notas emitidas. Utilizando modelo OLS e os critérios adotados pelas próprias agências, identificou-se também que 12 variáveis respondem por mais de 90% dos ratings soberanos de qualquer uma das três CRAs, considerando a média do período de 15 anos, numa análise que procurou refletir a abordagem through-the-cycle utilizada por elas.
Ficha do documento
- Tipo
- Outro
- Ano
- 2016
- Instituição
- Ipea
- Fonte
- Repositório do Ipea
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/18891
- Licença
- Licença Padrão Ipea
- Abrangência
- Brasil
- Temas
- Economia
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