Uma decomposição da desigualdade de rendimentos do trabalho no Brasil1984-2005
Foguel, Miguel Nathan; Azevedo, João Pedro
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Resumo
Este estudo decompõe algumas medidas de desigualdade de rendimentos do trabalho no Brasil para o período 1984-2005. Essa decomposição permite uma análise das contribuições de três componentes: a) quantidade, a qual está associada a características (produtivas) observáveis dos trabalhadores (por exemplo, educação e experiência); b) preço, o qual mede os retornos a essas características observáveis; e c) residual, que capta a parcela atribuída a fatores não-observáveis que afetam a remuneração dos trabalhadores. Os resultados dessa decomposição foram obtidos com base numa modificação simples da metodologia proposta por Juhn, Murphy e Pierce (1993). A finalidade dessa modificação é permitir uma interpretação de natureza contrafactual dos efeitos dos três componentes mencionados sobre a variação temporal na desigualdade de rendimentos do trabalho. As bases de dados utilizadas são as Pnads disponíveis durante o período de análise. Os resultados mostram que a contribuição dos fatores não-observáveis parece ter sido a mais importante para o período como um todo. Entretanto, no período mais recente (2001-2005), ambos os componentes preço e não-observáveis desempenham os papéis mais relevantes.
Ficha do documento
- Tipo
- Estudo
- Ano
- 2006
- Instituição
- Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
- Fonte
- Repositório do Ipea
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/2083
- Licença
- Licença Comum
- Abrangência
- Brasil; 1984-2005
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